A equipe do CAPS AD Cidade Ademar reuniu-se com usuários e familiares para celebrar os primeiros quatro anos da unidade em uma cerimônia simbólica em 22 de janeiro. Desde sua inauguração, o serviço acumulou o total de 3.541 prontuários, oferecendo tratamento humanizado e de qualidade para a população dos territórios Cidade Ademar e Pedreira. Aberto durante o auge da pandemia de Covid-19, o CAPS AD enfrentou desafios desde o início, mas se tornou essencial na região.
“Por estarmos no pior momento da pandemia, demoramos um tempo até conseguirmos acessar os usuários e fortalecer a interlocução com a atenção básica, como as UBS. No entanto, este era um serviço aguardado no território há mais de 20 anos”, afirma Maria Carolina Pacheco, gerente da unidade. Ela avalia que, olhando para o passado, é possível ver que todo o esforço da equipe em oferecer cuidado humanizado e tratamento adequado está dando frutos. “Recebemos muitos elogios da população e, especialmente, dos familiares que frequentam o serviço”, conta.
Ao longo desses quatro anos, a equipe multidisciplinar do CAPS AD Cidade Ademar consolidou uma abordagem que vai além do atendimento clínico, articulando-se com a rede intersetorial e assistencial da região. Segundo Maria Carolina, o serviço conta com parcerias importantes, como com a rede de educação municipal para oferta de cursos aos usuários e projetos voltados para geração de trabalho e renda.
A unidade também desenvolve iniciativas próprias, como o AKITATENO, um projeto de geração de trabalho e renda, além de grupos terapêuticos, oficinas, atendimentos individuais e rodas de conversa que abordam temas transversais ao uso problemático de substâncias psicoativas. Entre as ações de destaque está o Fórum de Drogas e Direitos Humanos, que já se tornou uma marca do serviço.
“Nosso compromisso é com o cuidado integral, sempre mantendo o diálogo com a rede local e oferecendo um espaço de acolhimento e reintegração para os usuários. Esses quatro anos refletem o impacto positivo do CAPS AD na vida das pessoas e no território como um todo”, conclui Maria Carolina.